quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Olha só o que é que acontece no final do período de arquitetura...

As pessoas piram!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Funk no ônibus




Ola amigos. Desculpem a looonga ausencia. Mas a faculdade realmente me pegou nesses ultimos meses.... sem contar com problemas de pequenas reformas e com isso problemas na internet. Formataçoes com virus que quase assassinaram o pc... enfim gente o importante é que eu to aqui firme e forte pra gente poder trocar aquela ideia bacana... Afinal de contas tirei ferias de vocês praticamente, agora é hora de contar tudo o que aconteceu.

Mas antes de contar como foi as férias, hoje, eu queria falar de uma coisa muito séria. Aconteceu ontem. Provavelmente já aconteceu com todo mundo. E com quem nao aconteceu, provavelmente esses se lamentam por isso acontecer...
Estava eu tranquila no ônibus com meu irmão ontem e aí o cara atras da gente colocou um funk bem alto no celular... Até aí tudo mais ou menos razoavel. Mas de repente os que estavam do outro lado do ônibus começaram colocar funk no celular também, mais alto ainda e começou entre eles uma espécie de DUELO DO FUNK MAIS ALTO! O meu irmão muito são olhou pra mim e disse: "graças a deus, ingrid, graças a Deus..."
"graças a Deus o que?"
" Que eu não tenho porte de armas..."


A gente começou a rir... Por uns 30 segundos o milagre ia acontecer. Não, não. Eles na iriam desligar o celular, nem descer, nem mudar de lugar. Esse era o refrão da música GOSPEL que um deles colocou pra tocar. Gente eu nao tenho nada contra nenhum estilo entende, música é vida, mas ninguem pode interferir na vida do outro com a sua música né... não nesse contexto.

-Isso ai, Ingrid devem ser meus inimigos espirituais ... eles estao dizendo " vai vai perde a paciencia, Victor..."

- Talvez eles que estejam obssediados, Victor...

Vitinho e eu começamos entao a lembrar de filmes e series engraçadas pra ver se o estresse passava e até que deu certo. Enfim, acabou a playlist deles. E sabe o que eles fizeram? ELES COLOCARAM PRA TOCAR TUDO DE NOVO!!
Faltava alguns metros pra chegar o nosso ponto e tinha um engarrafamento enorme pela frente.

"ô piloto, pode abrir aqui pra gente? Valeu valeu..."
E nunca foi tão bom chegar em madureira...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Que caminho seguir?




E a menina perdida no pais das maravilhas encontrou um gato esquisito em cima de uma árvore. Ansiosa ela pergunta. "qual é o caminho certo?" O gato muito sereno responde: " mas aonde voce quer chegar?" "Eu nao sei" respondeu a menina. O gato transbordando tranquilidade responde "Então qualquer caminho serve."




Quando eu consegui colocar tv a cabo na minha casa era alegria todo dia. "São tantos canais!!" "Ah eu quero ver isso eu quero ver aquilo..." Chegava a colocar lembrete no celular pra despertar só pra poder assistir os tais filmes, programas e series. O problema era a indecisão. Opção demais, variedade de mais. O ser fica perdido de controle na mão. E assim segue na vida. Eu descubro todo dia um gosto e aptidão diferente. Não to dizendo que sou uma desgovernada, perdida que não sabe em que canal parar. Só digo como que é cada vez mais dificil fazer escolhas. Escolhas sem arrependimentos. "Será que se eu tivesse escolhido a outra coisa era melhor?" Até se nao escolhemos, escolhemos. Ora vejam só. E ai fica que nem Alice. Que caminho seguir?




Entrei na faculdade. Ai que é uma loucura. São tantos cursos legais. Tanta diversidade. Acho que gosto de tudo. Depois acho que não tenho nada a ver com aquelas coisas. Mas gosto de arquitetura.




O que se precisa é de rumo. Saber aonde quer chegar como disse o gato. Por que se em meio a loucura de um "País das maravilhas" com coelhos apressados, rainhas arrogantes, chapeleiros insanos, varios cursos maneiros, conseguirmos ter certeza e convicção de onde queremos ir e chegar, saberemos o caminho ate se parecermos perdidos.




Mas se continuamos nessa eterna indecisão e deixar com que a vida faça nossas escolhas porque escolhemos nao escolher, "Qualquer caminho serve..."




Vou começar pela televisão. "Eu tenho certeza que eu quero esse canal..."


domingo, 11 de julho de 2010

um pouquinho de equilibrio

Pense no azul. Na cor da azul. Sua mente pode estimular diversas tonalidades, mas sera sempre azul. Agora mantenha essa cor, esse pensamento. Dificil. Mas se nos esforçarmos e pensarmos "azul azul azul azul..." talvez consigamos. Se no meio da sua meditação de azul, alguem pronunciar a palavra vermelho, o foco pode se perder. A mentalizaçao da cor se mistura. No meio do azul aparece um grande vermelho.
Assim eh com muitos de nossos pensamentos. Estamos mergulhados num mundo de influencias. Digamos de cores e tons diferentes. Se escolhemos um objetivo ou traçamos um rumo diferente daquilo que se ve ao redor, nossa concentração eh mais laboriosa e nosso esforço requer mais sacrificio. Nao que ouvir diferentes opnioes seja errado. Ao contrario. Eh mais que construtivo. Entretanto, faz-se necessario saber lidar com diferenças sem manipulaçoes ou imposiçoes. Respeitando as prioriodades de cada ser. Com seu grau de entendimento do mundo. E isso nao eh tao dificil de se perceber. Basta ser um pouquinho mais tolerante. Impor seus limites com amor. Ja pensou nisso? Como impor limites com amor? Sem melindres?
As falhas de identificaçao de sentimentos confundem as mentes. Misturando o orgulho, vaidade e egoismo. Dai vem as mas interpretaçoes, as brigas sutis que minam os relacionamentos.
Essa eh a grande busca do momento. O equilibrio do convivio. Temos objetivos morais a serem alcançados. Mudanças em nos mesmos que queremos fazer. Como na nossa vida tambem. Tentamos manter o foco, mas em um minuto de nao vigilancia nos perdemos, porque deixamos que outras "cores" nos tirem atençao. Temos no intimo, de acordo com nossas convicçoes, as soluçoes e as metas que queremos alcançar, porem eh preciso ter vontade. A vontade nos impulciona ao trabalho e diaria reformulação mental. O incomodo causado por uma ideia de avanço eh o que nos traz os ataques. Nos minimos detalhes somos convidados a esquecer a ideia de tentar melhorar nossa alma. Se somos teimosos, dizem que assim seremos pra sempre. Se queremos ter mais paciencia, nos dizem que eh impossivel nesse mundo. Se tentamos ser mais humildes, ha os que nos acusam pedantismo. Esses sao aqueles que gritam "vermelho vermelho" quando se quer ter o foco no azul. Temos que ter fe. Nao a fe cega e distorcida, pregada aos quatro cantos do mundo. A fe raciocinada. O acreditar em algo embasado em fatos que ja provaram que aquela vontade pode dar certo.
Temos dores. Muitas. Esmorecemos por vezes em funçao delas. Mas precisamos nos encher de animo e acreditar em nossas proprias mudanças. Pois essas com certeza serao para o nosso proprio progresso. Num futuro nao tao distante. Que possamos ter a vontade de manter o "azul azul azul..." em nossas mentes, nos vigiar, ter certeza dos nossos objetivos. O universo nao conspira contra nos. So quem pode conspirar contra nos somos nos mesmos. As vicissitudes encontradas sao so recursos para progredirmos e aprendermos cada vez mais. So quero ser otimista. So quero tentar olhar o lado positivo dos sofrimentos. Se temos vontade de mudar, eles nos sao proveitosos. Se não, sera so mais martirios desse mundo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Tabela da Copa

Outro dia um religioso la do meu trabalho disse que iriamos para o inferno (Ou pelo menos foi bem tendencioso). Dai eu pensei "De novo? Mas eu ja num vim pra ca de trem?"

Eh certo que a publicidade nos engana para que possamos comprar seus produtos. Mas dessa vez ela passou dos limites. Recebi da Supervia semana passada um folder com a tabela da copa de 2010. Na capa vem escrito "tabela da copa 2010". Ate ai o consumidor fica feliz. Mais embaixo vem "voce pode visitar..." (isso com letras pequenas) "...LUGARES INCRIVEIS.." (com letras bem grandes agora). "andando de trem." (letras pequenas de novo). Eu nao sei o significado de "INCRIVEL" para cada pessoa. Tao pouco dizer a significancia dos lugares. Pra mim Madureira tem uma significancia incrivel.

Apesar de nao termos paraisos com estaçoes de trem da supervia, vai la saber a importancia que Queimados tem na vida de uma pessoa. O que me intrigou mesmo foi o "andando de trem". Eu posso amar e idolatrar lugares de outras dimensoes como Comendador Soares por exemplo. Mas sinceramente, do jeito que ta, eu prefiro ir de onibus.

Ja me disseram que o povo brasileiro so se une pra futebol e carnaval. Entao como eh que me explicam o Japeri que eu peguei hoje de manha? As pessoas estavam tao unidas que mais pareciam o arroz que a minha avo fazia quando eu era pequena. E a fisica ainda vem dizer que dois corpos nao ocupam um mesmo lugar no espaço... Fala pra ela pegar o Santa Cruz.

Enfim o consumidor abre o folder e ve a agenda dos jogos da Copa, fica feliz e segue no trem para o seu trabalho.

domingo, 13 de junho de 2010

A bexiga e o Tom.




O que acontece se enchermos de ar um bexiga de latex? (Dessas que colocam nos aniversarios)



Eh bem verdade que eu queria um livro com o titulo "como ser debochado sem magoar as pessoas". Porque, sinceramente, me parece um prazer enorme esse do deboche. Pode ser gordo, magro, rico, pobre, bonito ou feio, se tiver o poder de manipular a ironia, parece ter o mundo nas maos.
A felicidade de proferir aquelas palavras. Nao, nao sao as palavras. Eh o tom.
(Nao esse tom.)

O tom que se fala. Risos podem ser provocados nos que observam. Nunca na vitima (no maximo forçado, vai). Essa fica sem reaçao. Ou responde com o mesmo tom. Pode ate se sentir mal, mas nao deve demonstrar. Se nao, perde a razao e vira motivo de mais ironia. Ja viu um debochado em açao? Eu ja. Parece o dono da veradade.

A gente nem precisa mudar a expressao. Nem um musculo. Eh aquele tom. O tal do tom, que muda tudo. Um vicio. Tanto que quase tudo vira motivo de piada. Nao piada, piada. Piada debochada, logico. Se tiver intimidade, ai que danou-se. O problema eh se desfazer disso. Ate quando nao se quer ser ironico, voce acaba sendo.
"nunca sei quando voce esta falando serio." Ja ouviu essa frase?
Ate certo ponto isso eh bom. Mas essa forma de defesa nem sempre eh a melhor. Nao eh o melhor quando vira forma de defesa.
A ironia, por vezes, vira espada que fere ou destroi qualquer semente de esperança ou amor ( ou esperança de amor) no coraçao de suas coitadas.

No fundo, os debochados demais sao todos uns frageis. Que formam essa barreira de pedra pra que ninguem zombe deles. O que mais se ofende diante de um bom deboche eh o proprio debochado. Quando ele eh o alvo. Claro que uma brincadeira aqui outra ali nao faz mal. Eh brincando de ironia que a gente diz a verdade. Infla o ego e tudo.

Encher demais uma bexiga com ar, faz com que ela fique enorme e seja a mais bonita da festa. Mas fica vulneravel a qualquer alfine.

Portanto, se nos inflamos por tras de tanta ironia eh por que no fundo somos que nem essa bexiga vaidosa. Suscetiveis a qualque alfinete. Ai sofre o sujeito. Ser humilde eh dificil, neh? Nao, nao to debochando nao. Juro. Eh serio, po.

Claro que esse texto nao generaliza. Nem eh contra o deboche. Afinal, que seria da humanidade sem essa figura de linguagem? Usada pra dizer a verdade sem dizer exatamente. As vezes nem precisa falar. Eh so olhar e pronto. Debochou.

Ainda bem que eu nao sou assim...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A Coleta

OBS: Mais uma vez relembro que meu teclado nao tem acentos e outros sinais.
"Entao porque vc nao compra outro?" voce se pergunta.
A resposta eh: Eu tambem nao sei. Enfim, essa nota eh so para melhores entendimentos do texto como por exemplo esse "eh" eh o "e" com acento agudo.

E de todas as mudanças que estavam acontecendo em 2010, aquela me pareceu a mais dificil. Eu nao sou dessas que costuma se planejar muito no dia 31 de dezembro. Desisti de promessas. Gosto de ver coisas acontecendo, entao prefiro nao me iludir dizendo que vou fazer tal coisa e chegar na hora, cade? Sou mais a favor do auto-conhecimento e procurar me entender, ai sim ver ate onde eu posso chegar. Com calma, de forma feliz. Entre trabalhar, estudar, mudar alimentaçao, entre outros, eu resolvi catar os dejetos dos meus caes quando os levo a rua. Tirar o coco, mesmo. Afinal, ja que eu ainda nao posso mudar as mudanças climaticas do planeta, nem dar jeito na grande quantidade de lixo produzida no mundo, pelo menos eu posso limpar a calçada por onde eu piso, neh? Eh so levar umas sacolas plasticas e recolher. Tranquilo...

Ai começou. Todo dia eu esquecia as sacolinhas plasticas. Esquecia mesmo, consciencia? Nao sei. So sei que chegava la embaixo e "putz, esqueci as sacolas. Ah num vo subir tres andares pra pegar nao. Deixa, deixa. Amanha eu começo a fazer isso." E assim ia. Semanas e semanas. Ate que por fim, num desses discursos de conscientizaçao ecologica que se ve em propagandas ("Meio ambiente, a gente ve por aqui" plim plim)em que se tem minutos de reflexao do tipo "poxa eh verdade, o meio ambiente esta sendo degradado e eu nao faço nada, precisamos mudar isso, preciso fazer minha parte e coisa e tal..." Antes que eu me distraisse com a proxima propaganda, eu lembrei do meu projeto: A coleta do coco dos cachorros.

Naquela noite eu estava realmente me preparando psicologicamente para aquilo:

Eu:Cara, que nojo que vai ser isso. Qual o problema, eh so um cocozinho, a calçada ja eh toda suja mesmo...

Consciencia: E voce vai sujar ainda mais!

Eu: Mas isso nao vai mudar nada...

Consciencia: Mas ja eh o começo pra se fazer alguma coisa...

Eu: po, mo pagaçao de mico fica pegando coco na rua...

Consciencia: Mico eh sujar a rua e sair finjindo que nada aconteceu...

Eu: Ta bom ta bom.

"Ingrid, vai levar os cachorros." disse minha mae. Me olhou rapido quando eu estava na porta ja com os cachorros com as coleiras. Depois olhou de novo, fixamente dessa vez, como quem quisesse acreditar no que estava vendo. " Que monte de sacola plastica sao essas ai?" "Vo recolher o coco dos cachorros, mae." Ela fez um olhar com uma cara do tipo "tudo bem, maluco a gente nao contradiz" mas eu senti um risinho no canto de sua boca. O que me deu vontade de rir tambem. E la fui eu.

Desci as escadas do predio com os dois cachorros, uma coleira em cada mao, a chave no bolso de tras e varias sacolas nos bolsos da frente parecendo que eu tinha um baita de um culote. Chegando na rua foi xixi daqui, xixi dali. Ate que o Dumbo resolveu estreiar essa novidade. Eu sei, tinha que ser ele, o cachorro que me ama(vide o post de agosto de 2009).

Tava la. O dejeto olhando pra mim e eu olhando o dejeto. A juju e o dumbo faziam força na coleira para irem ao proximo poste. E eu ali segurando eles firmes, olhando fixamente e pensando o que eu deveria fazer. Dai eu segurei as duas coleiras com uma mao so, quase caindo no chao. Coloquei a outra no bolso e tirei uma sacola. Olhei pra todos os lados "sera que tem alguem olhando?". Enfiei minha mao dentro da sacola e a fiz de luva. Abaixei me aproximando ainda mais daquilo. Coloquei a mao, agora coberta por um plastico, mas nao imune a temperatura quente da bosta. Tirei a mao fazendo com o que virasse um trouxinha, por fim amarrei o saco. Vitoria? Claro que nao, aquele foi so o começo.

Agora eu tava mais tranquila, vi que nao era um bicho de sete cabeças. Foi um pouquinho complicado, andar com dois caes, chave, sacolas e cocos ao mesmo tempo, mas quando cheguei em casa estava com as maos suja e consciencia limpa.
Sensaçao de dever cumprido.
Dia desses eu tinha inventado novas maneiras para facilitar a tarefa da coleta. Fui toda animada mostrar pra minha mae: "Aqui mae, olha o que eu inventei, muito melhor pra catar os cocos, neh..."

Ela me olhou e nao aguentou. Deu uma gargalhada. E eu nao aguentei. Dei outra maior ainda. Apesar de trabalhoso eh sempre divertido tentar ideias novas aparentemente loucas. Ainda mais quando essas ideias sao para melhorar.


Pode parecer uma historia boba ou idiota. Mas pra mim, amigos, foi uma dificuldade vencida. Por que se nao se consegue mudar nos minimissimos detalhes, como mudar um todo maior?

sábado, 22 de maio de 2010

Cachoeira

Segundo estatísticas, 70% do planeta é constituído de água, sendo que somente 3% são de água doce e, desse total, 98% está de água subterrânea...

Calma, eu nao sou ativista do wwfbrasil ou do greenpeace. Acho lindo o trabalho deles. Admiro mesmo. So nao acho muito legal esse negocio de levantar uma placa toda em ingles atrapalhando o transito da ponte Rio-Niteroi. Po se vai protestar, protesta respeitando o portugues, mermao. Enfim. Como voce leu ai na estatistica a agua que se tem pra gastar eh bem pouca. E se a gente parar pra pensar no quanto gastamos em casa, obras e empresas, eh coisa pra caramba. Ou seja, ainda sendo uma pequena porcetagem disponivel para uso, eh muita agua. Longe de mim querer dar liçao de moral. Cada um sabe o que faz. Eu so quero contar como foi a experiencia da semana passada...

Sexta-feira dia 14 estava chegando em casa, quando o sindico me disse logo na entrada:
"Ingrid, a CEDAE cortou a agua do predio, amanha vai ter uma reuniao e..." E nada mais ouvi. "A CEDAE CORTOU A AGUA..." (ironia, destino?). O condominio tem 18 apartamentos sendo que so 12 pagam (e eu estou entre esses). Por causa de seis, todos ficaram sem agua. SEM AGUA. O sindico nao serve pra administrar o condominio?... melhor deixar essa resposta pra proxima reuniao. Tudo bem, ja faltou agua na minha casa outras vezes, mas dessa vez nao tinha previsao de volta. E foi aquele corre corre pra pegar balde e colher o que sobrou na cisterna do predio, tomar banho na casa da vovo. Nunca desejei tanto poder lavar uma louça.

Pra resolver o problema, a soluçao foram os doze. Apostolos? Nao. Os que pagam condominio. Deram tres meses adiantados.

QUINTA-FEIRA. Eu disse QUINTA-FEIRA.
Cheguei em casa a noite. Me preparava para mais um banho de baldinho com agua escassa. Dai fui ate cozinha e fiquei olhando a torneira. "Sera que voltou?". Parei e fiquei pensando. Como eh importante. Como que aquele cliche de que a agua esta acabando no planeta se fez presente pra mim. E como que a gente so se toca pra isso quando sente na pele o problema. Nao estou dizendo que a culpa foi da CEDAE ou do problema de escassez de agua potavel no planeta. Mas o fato de faltar agua e nao ter a certeza de quando fosse voltar, de abrir a torneira e se encher de esperança ao ouvir os seus soluços como se fosse jogar algumas gotas pra um simples lavar de louça me fez perceber o quao importante eh pra nos esse recurso. E isso foi so um dos outros tantos elementos da natureza que desperdissamos e nao nos damos conta.

Por fim a torneira depois de fazer aquele barulho de quem tosse encatarrado, jogou agua abundante. Meus olhos que se expremiam de angustia olhando aquele lavatorio com copos e pratos sujos, se arregalaram de alivio quando viram a cachoeira. Minha mae abriu a porta de casa no mesmo minuto. " A agua voltou no predio, Ingrid." Graças a Deus. Tomei banho me sentindo o maximo. Escovei os dentes deslumbrando o luxo.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O gorducho

E la vinha eu pela escuridao, cansada pelo dia de trabalho. Tava frio. Era um daqueles dias em que o poeta interior adormece. Voce se deixa envolver por esse mundo de sombras(dito ser realidade) e entra nessa vibraçao do estresse. Nao triste, mas cansada. Ate colocar a mochila pra frente pra pegar a chave e abrir o portao parece trabalhoso. Eis que quando adentrei o meu predio ouvi uma risada. Nao dessas de escarnio ou deboche. Era uma risada gorducha. Diverte de ouvir. O filho da vizinha do primeiro andar que completou um ano agora em Maio (salve Maio!). Ele estava na outra extremidade do corredor. O mundo ficou la fora. De repente eu me vi sorrindo devolvendo o sorriso daquele bebe. Olhei pra ele e ele me olhou com cara de traquinas apertando os grandes olhinhos por causa das bochechas que sorriam.

"Ah, eu vo te pegar garoto" falei ja no pique de criança. Ele por sua vez saiu correndo na minha direçao. Em um espaço de um metro antes dele chegar a mim, me abaixei e abri os braços. Um segundo depois um encontro em um abraço. O bebe gargalhava de alegria. E eu me enchi de alegria.

Sua avo desceu as escadas e viu essa cena e com um semblante feliz e cansado disse
"Agora ele so quer saber de correr e subir escadas..."
Coloquei ele no chao e subi para o meu andar.

Cheguei em casa muito bem. Tanto que sai do mundo das sobras e voltei para o mundo das ideias. Dizem que crianças tem pilhas duracel. Na verdade elas que sao as nossas pilhas de esperança. Mesmo que tirem toda nossa energia as vezes.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Riqueza

Dia quatro foi meu aiversario. Quase junto com o blog (dois de maio). Aliais, parabens pra ele. Um ano de puro cliche filosofico. Por vezes pensando em tanto a escrever. Chegava aqui dizendo o que todo mundo ja pensou e ja entendeu mas que pra mim foi como descobrir a polvora. Ou quando a Lady Gaga colocou fogo no piano pela 1 vez. (O que e quase a mesma coisa...). Ando nas ruas conversando com cada parte do asfalto, escutando o que cada rara arvore tem a dizer e depois me pego filosofando esperando o sinal abrir pra eu atravessar.
Encontrei com os meus amigos pra comemorar no sabado. La naquele bairro que ja virou cultura pura. Sempre foi na verdade. Dai vi que meus amigos (os de verdade) continuam os mesmos, mas tao diferentes. Um ano eh pouco tempo, mas eh muito tambem. Mudei, mas continuo a mesma. A manivela cacholesca nao para de girar. Eu me senti tao feliz por isso. Porque mesmo que se escolha ficar parado, vc faz uma escolha e de alguma forma cresce. Nao que eu tenha escolhido ficar parada. Acho que todo dia, a cada segredo que o vento me conta quando bate gelado no meu rosto pela manha, eh como colocar fogo no piano. Os detalhes tao obvios e tao escondidos da vida. Simples, todos ja viram. Nao enxergaram. Os peixes sao os ultimos a enxergarem a agua.

Meu Allstar nao e verdadeiro. As marcas que tenho nas minhas roupas sao de agua sanitaria. Minha mochila eh surrada do chao do trem. Me sinto rica.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Quanto que da?

Quanto que aguenta esperar?
Quanto dizer?
Quanto rezar?
Quanto rir?
Quanto chorar?
Quanto sofrer?
Quanto dizer sim?
Quanto dizer nao?
Quanto de carinho?
Quanto de ingratidao?
Quanto desesperar?
Quanto tranquilizar?
Quanto de paciencia?
Quanto de esperança?
Quanto de velhice?
Quanto de criança?
Quanto de emoçao?
Quanto de passividade?
Quanta regeneraçao?
Quanto de intolerancia?
Quanto de conpreensao?
Quanto amar?
Quanto?
Quantos quantos podem existir no incondicional?
Quanto que aguenta esperar? (te esperou)

Quanto dizer? (sempre te disse)
Quanto rezar? (reza por voce)
Quanto rir? (ri com voce)
Quanto chorar? (chora com voce)
Quanto sofrer? (sofre por voce)
Quanto dizer sim? (se for te fazer bem, sim)
Quanto dizer nao? (Nao eh para o seu bem)
Quanto de carinho? (ate quando te diz nao)
Quanto de ingratidao? (Quase sempre superado)
Quanto desesperar? (ate que vc fique bem)
Quanto tranquilizar? (so de te ver feliz)
Quanto de paciencia? (vence os proprios impulsos)
Quanto de esperança? (todos os dias cresce)
Quanto de velhice? (para as coisas jovens demais)
Quanto de criança? (para as coisas velhas demais)
Quanto de emoçao? (a cada olhar seu)
Quanto de passividade? (ate que voce se acalme)
Quanto de regeneraçao? (todos os dias um pouco mais)
Quanto de intolerancia? (Para aqueles que nao te fazem bem)
Quanto de conpreensao? (Para todas as suas maluquisses)
Quanto de amor? ( Ate quando parar de respirar, vai te amar.)

domingo, 4 de abril de 2010

Relatorio de estagio

Estou sem alguns acentos no teclado, entao voces vao ter que fazer um esforcinho pra entendeser algumas palavras. Mas brigadao por estarem aqui, viu? =)



Pois e faz tempo que por aqui não passo. Faz tempo que adio meu relatório de estagio. Não, não o que a gente tem que entregar no colégio dizendo que aprendeu varias coisas legais do técnico com aquelas palavras em terceira pessoa do singular no pretérito perfeito do indicativo (que nem você lembrava que existia, ne) coisa e tal. Esse aqui e o verdadeiro. O que a gente pensa de verdade, digamos assim. Vou utilizar o mesmo modelo que eles mandam fazer e vamos analisar como realmente ficaria esse relatório.


- Finalidade:
Por quem foi indicado?
Por quem? Talvez Deus. Porque so ele pra me arranjar um estagio.

-A empresa em si:
Bem, não vou dizer o nome dela aqui, mas ela que cuida de uma necessidade básica da população (água, cof cof) e eu tinha que verificar quem pagava pra ter esse recurso, quem precisava, quem não pagava, mas tinha mesmo assim (roubava, cof cof). Gente rica rouba com estilo, vocês tem que ver...

-Qual função foi determinada a você?
Bem, eu tinha que desenhar uns croquis, fazer umas vistorias, fazer café, quebrar a cafeteira no segundo dia,



"Acho que a cefeteira ta com algum problema..."

ir em vargem grande, se perder em vargem grande, chorar porque ta perdida em vargem grande, andar por uma hora de baixo do sol na barra da tijuca... Perai perai, mas num era pra ser técnico de edificações?

-Usou algum método especial nas tarefas do estagio?
Ah sim, passeava bastante pela rua quando não encontrava a casa que tinha que vistoriar, ótimo pra passar o tempo. Falo mesmo que minhas retas, nos desenhos, não eram paralelas, mas eu dizia que era assim mesmo. “Poxa chefe, ta chovendo, vo ter que ir mesmo pra vargem grande?” com carinha de choro, um ótimo método pra “realizar” essa tarefa.



"Vargem grande nao, por favor"


-Como eram seus companheiros de trabalho, inclusive o chefe?
Olha, desses eu não podia reclamar, eram pessoas ótimas mesmo e muito divertidas.
Tudo bem que a gente discutia umas coisas loucas e chegava a conclusões mais loucas ainda. Como na vez que a gente discutiu se dinheiro trazia felicidade. Foi deduzido que a África e um pais socialista, por isso que la tem fome...


"Mira lo que están hablando..."

Ah, o chefe? Tinha um jeitinho sutil de deixar as coisas bem claras. (vide a foto abaixo)


"Olha la o que vao comer no almoço ..."

-Quanto à relação cronológica das atividades desenvolvidas na empresa:
Bem eu comecei vistoriando o castelo das pedras(“de onde vem esse cano aqui, moça?” “esse cano?... ah... vem la da rua, ueh”), depois casas em vargem grande (CARACA! QUE LUGAR E ESSE MINHA NOSSA SENHORA?”),



"Nem eu sei, minha filha"

depois recreio, barra da tijuca, tijuquinha, a qual em função da desregularizaçao do terreno e das condições dos moradores não havia o que eles queriam que o governo desse pra eles... digamos assim que eles ficaram chateados com a nossa presença. (“ Olha minha filha, aqui o povo da comunidade que se ajuda! Ninguém vai pagar imposto não!”- palavras de uma moradora)

-Facilidades e dificuldades:
Facilidades: Bem, depois de um tempo você acaba se acostumando e tudo fica mais fácil mesmo. Ate quando batem a porta na sua cara, quando você descobre uma clandestinidade (um gato), quando seu chefe bate a porta na cara de todo mundo, quando pedreiros em uma obra param de trabalhar so pra admirarem sua beleza ( “que isso ein nem, vem trabalhar com a gente, fiu fiu), quando duvidam da sua capacidade so porque você e a mais nova ( “Ela tem umas respostinhas típica de quem ta na adolescência ne” “mas eu so disse que a África e um continente, que não tem socialismo, gente” “ Olha a malcriaçao, menina”), etc...

Dificuldades: PELO AMOR DE DEUS, ALGUEM CONSERTA AQUELA CAFETEIRA!...

-Novas experiências.

A mais valida: Conhecer as pessoas, descobrindo esses mistérios de relações de trabalho...(“chefe, você ta tão bonito hoje... posso sair mais cedo?)

A menos valida: Ah vai, toda experiência e valida. Ate mesmo se perder em vargem grande numa rua onde passa um rio que mais parecia um pântano e ter que atravessar uma ponte feita de palito de picolé



(“moço, me ajuda, to perdida aqui, qual o nome dessa rua?” “ Estrada do rio MORTO.”)



"MUAHUAHUAMUAHUAHUA"


- Conclusão
Isso e muito pessoal. Tirem vocês suas conclusões, porque vida de estagiário e assim: entre uma tarefa e outra sempre haverá um café pra servir e uma historia pra contar.

Enfim, já to formada? Posso ser técnica, fessor?


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Será que é tudo isso em vão?


Venho navegando num mar de duvidas. Mas qual o pesquisador que não tem conflitos? Que não se sente acuado quando se vê mergulhado em dialéticas da sensacional massa cinzenta? O problema são as respostas que não vem. E eu preciso. Esse é o problema. Eu sempre quero ter a resposta pra tudo. Quase sempre as pessoas que querem respostas pra tudo acabam inventando respostas de improviso e acreditando nelas. Deixam de lado uma grande oportunidade de aprender sobre aquilo que não foi raciocinado. Ai o dono da verdade acaba não sabendo de verdade nenhuma. Todo mundo se acha dono da razão. Todos são donos da razão agora! Mas se a razão é uma só e todo mundo conhece por que tanta discussão? Fácil. Todo mundo só quer saber da própria razão esquecendo que existem outras que querem ser ouvidas. (Acertei nessa pergunta?)
A verdadeira razão, aquela que pra ser posta em pratica precisamos abrir mão da nossa, aquela que acaba com conveniências, aquela que derrubaria muitos do poder, que feri sem piedade o orgulho e o preconceito, essa que é abafada por nossos vícios, incomoda. LI-TROS. Litros de incomodo. E por mais que se tente fugir dela, alguma força genial maior do que imaginamos colocou-a dentro de nós, daí passou a se chamar consciência.
Remoer. Simplesmente o que faço. Ué por que eu não sei fazer? Por que eu não entendi isso ainda? Por que é assim? Por que é assado? É tão confortável apenas fazer perguntas. Porque movimento dá trabalho, cansa, mas é o que faz crescer. Então preferimos nos perder entre monstros da nossa própria criação. (Salve Renato, que nem era russo... vai entender...)

Descobertas, algumas eu fiz. Mesmo nesse mar de indagações. Conheci muitos poetas e suas razoes. Tenho aprendido muito com eles. É, tudo poesia. É a forma que se tem de expressar sentimentos, né? E sentimentos não são raciocinados. Quer dizer, até deve existir uma razão pra existir sentimentos, mas essa está muito além da compreensão da nossa razão. E é justamente procurando resposta pra eles que a gente inventa verdade, cria barreira e alimenta orgulho. A natureza também é poeta. Ou seria poetisa? As mulheres não são mais sentimentais? Nunca tire a razão de uma mulher. Vejo seus versos nas flores da primavera, no sol dos verões, nas folhas do outono, nas chuvas do inverno. No vento que carrega as tristezas. Nos temporais que lavam a alma. O mundo é uma grande poesia. Porque por traz de uma poesia existe um sonhador que só quer descobrir os mistérios da vida, existe uma mágoa guardada no coração, existe uma alegria que quer está presente, um apaixonado que não sabe mais o que fazer, uma razão que quer ser ouvida. Por traz de uma poesia existem filósofos e loucos por atenção, existe gente que diz o que sente usando disfarce de inteligente.

O problema é confundir o sentimento com razão. Mas é o que todo mundo faz. Tem até nome pra isso: desculpa. A gente desculpa o que sente por traz de palavras bonitas, por traz de uma poesia, por traz da razão que os pseudo intelectuais falam na televisão. E aí ou vira tudo uma confusão de perguntas e uma busca constante pela verdade, ou vira uma verdade que só você acredita nela. Acontece que mentira disfarçada de verdade não cura sofrimento. Então é melhor mesmo continuar nessa busca incessante pela razão verdadeira, tentar entender as poesias e ouvir a consciência, né? Afinal tanto mistério nesse mundo não deve ser em vão, deve ter alguma razão...

“Crê nos que buscam a verdade. Duvida dos que a encontraram.”
(André gide)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Luz, câmera, ação!



Nem o mais dos durões pode negar. No fundo todo mundo gosta de um musical. Nem que seja uma musica. Vai dizer que você nunca dançou ou cantou uma das musiquinhas da Disney e curtiu seus filmes fantásticos. Tenho certeza que até o mais “bleeerght musical é um saco” já saiu do cinema um pouquinho mais feliz.

Claro que tem horas que você não agüenta mais aquelas pessoas que a em pleno um café da manhã fazem canções a cada passar de manteiga no pão. E aqueles sorrisos constantes? Dão raiva se estiver de mal humor. Sem contar algumas cenas previsíveis como se o cara ta triste ele vai cantar um solo acompanhado por “tchururu” de um coral ao fundo, caminhando pela cidade e talvez uma chuva caia, ou esteja em uma noite fria. Sem contar as pessoas que nunca se viram, mas na hora da canção tem a coreografia totalmente sincronizada.

Mas sabe, às vezes eu fico imaginando se a vida fosse um musical. Principalmente quando caminho pelas ruas do centro da cidade na hora de atravessar uma daquelas largas avenidas. Todas as pessoas caminhando em suas direções, tão automáticas que parecem estar coreografadas. E ai imagino se elas simplesmente dançassem nas faixas brancas com suas roupas de trabalho e depois seguissem para seus empregos felizes. Tudo bem que as seis da noite o trânsito ficaria mais caótico e essa parte talvez fosse a dramática do filme.

Pense só: no cotidiano se vê tantas coisas esquisitas que passam despercebidas, mas se aparecem como cena de um filme todo mundo diz “ ah essas coisas só acontecem em filme mesmo...”, quando na verdade a vida é muito mais estranha que filmes e musicais. E qual seria o problema se a cada esquisitice tivesse uma musiquinha e uma dança ao fundo? Por que não? Ir até a janela do seu quarto e se deparar com uma cidade embalada num só ritmo. Quando se sentir só ter uma voz perfeita pra cantar a musica que você quiser com um coral ao fundo só seu. Seria bem divertido ir ao trabalho fazendo passos de sapateado perfeitos no caminho.

Só teria um problema nisso tudo. Quando fossemos ao cinema não existiria a magia dos musicais nem dos filmes. Nestes as pessoas estariam normais indo para seus trabalhos e então pensaríamos “ Ah só em filme mesmo que todo mundo vai pro trabalho sem cantar uma musiquinha se quer” em seguida levantaríamos e faríamos um show cantando sobre o filme e sobre as nossas vidas. Céus. Talvez isso se tornasse um inferno, assim como muitas vezes pensamos que o mundo é.

Temos problemas que duram muito mais que 100, 200 ou até 300 minutos. E o pior é que nunca sabemos quando chega o fim, quando as luzes vão acender e se já está na hora que os créditos vão subir ou se o mocinho finalmente vai se dar bem. Só sabemos que um dia vai acabar. Por outro lado, se não há a certeza do fim, podemos inventar um todos os dias, como se não houvesse mais minutos, como se fosse acabar a qualquer instante. Podemos criar o nosso roteiro, contar com os imprevistos também, quem sabe até com falta de verba. Sem contar que ainda temos a nossa própria trilha sonora. Lógico que existem os críticos, mas a opinião deles nunca acrescenta depois que o filme está pronto, então só dê ouvidos se forem elogios.

No fundo a vida é um grande filme, um grande musical. A diferença é que o brilho está nos olhos de quem faz e não de quem vê. Ainda bem que cada pessoa tem o seu, pra dirigir da forma que quiser.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Simples assim


Tava almoçando num restaurante tipo Self Service. Daí sentaram na minha mesa uma mãe com sua filhinha de uns cinco anos no máximo. Até ai tudo bem. A menininha tava comendo direitinho, enjoadinha como toda criança, mastigando devagar, mas comendo. Até que por fim a criança se rebela. " Ô mãe, não quero comer beterraba... não gosto disso não..." A mãe ficou parada com aquela cara de "ai, o que que eu faço pra essa garota comer..." e parecia não saber resolver esse dilema. De repente ela parou e olhou a garrafinha de grapete com canudinho que a filha estava tomando. " Ué filha, mas você adora esse refrigerante e é da mesma cor da beterraba..." A garotinha abriu a boca rápido como quem ia dar uma resposta, mas ai parou pensou e fechou a boca. Olhou o legume como quem não tivesse escolha e simplesmente comeu tudo.

Queria que o mundo tivesse soluçoes rapidas e simples assim.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

People food


Se há uma coisa que eu gosto e todo mundo sabe é de nostalgia. Nem preciso repetir. Estava hoje me lembrando de um desses codigos que as meninas tem na época de escola pra falar determinados assuntos. Por acaso o qual me lembrei tinha a ver com meninos. Na verdade era uma menina. Uma amiga minha estava apaixonada por um menino que estava com outra menina. Essa outra, tinha cabelos longos, cacheados e loiro oxigenado bem artificial mesmo. A pobre coitada acabou recebendo o apelido de mioja. Era a forma de minha amiga se vingar por não receber o amor daquele rapaz. Mas ai eu me pergunto "por que ela não apelidou a ele?". Coisas de adolescente. Efim era mioja pra cá e mioja pra lá toda vez que a coitada dava as caras pelo bosque ou pelo bloco E, onde costumavamos ficar. "Lá vem a mioja... ai mas que garotinha... vai ser feia assim..."
De fato a mioja, digo, a menina não era o exemplo de beleza. Na verdade ela era bem feinha mesmo, mas conseguia conquistar boa parte dos meninos bonitos e deixava outras pessoas, como a minha amiga, em estado de A.D.P. (Ataque De Pelanca).
Daí que eu me lembrei da teoria que eu elaborei nessa época baseada na nossa querida mioja. A teoria de que todas as pessoas são como comidas.

Por favor senhor leitor interprete o verbo comer e a palavra comida da forma que quiser, pois ele pode ter muitos sentidos mesmo e não tenho escapatória. Facam as analogias que acharem necessárias. Ou não.

Existem muitos tipos de comida no mundo assim como muitos tipos de pessoas. Entretanto existem alguns tipos de comidas básicos que eu na minha mentalidade de 16 anos refleti e associei...

O primeiro deles é o miojo que por sinal tem um pouquinho a ver com a nossa "musa" inspiradora, a mioja. É bom? É. Fácil de conseguir? Sim. Só precisa cozinhar por 3 minutos e já pode comer. Mas já tentou passar a vida inteira comendo miojo? Impossível. Como diria a sua avó "não dá sangue". Voce fica meio enjoado se passar a semana toda comendo. Sem contar que é super artificial aquele posinho que se joga por cima pra desfarcar o gosto sem graca. Pra quem não é bom cozinheiro serve pra fazer acreditar que sabe fazer alguma coisa na cozinha. Mas com o tempo ve que qualquer um consegue. Te lembra alguém?

Agora vem o fast food. Huuummm que delícia. Bolo, pizza, todas essas guloseimas. Voce encontra em qualquer esquina, principalmente nos barzinhos da vida. Satisfaz a sua fome momentanea. Mas depois sempre pensa " ai, não deveria ter comido essa besteira..." Não tem nenhum conteudo nutritivo. Te faz feliz apenas naquele instante. Mas não é algo que se coma a vida inteira com a saúde boa. Fácil de vir até voce. Difícil tirar da sua vida. Porque por mais que saiba ser errado come-los, continua comendo. Ainda mais se não tiver nenhuma comida boa e nutritiva por perto. Te lembra alguém?

Não posso deixar de citar as comidas como caviar. Uma definicao rápida e simples. Voce só tem se tiver dinheiro. Não se encontra em lugares em que possa entrar com roupinha da citycool ou sapatinho da disantinni. E não é pra matar a fome ou pelo valor nutrivo, mas sim pela vaidade de dizer "Eu posso comer isso..." mesmo que o gosto seja horrível. Te lembra alguém?

Por fim não posso esquecer o bom e velho feijão com arroz. É, aquele que sua mãe dizia pra voce comer todo dia. " Vamos lá, toma pelo menos o caudinho..." Eu não acho fácil fazer feijão porque tem que lidar com a panela de pressao. Mas é simples. Arroz também. Os dois bem simples. " Ah arroz e feijão de novo...?" Dizia quando era pequena. Mas é o que te alimenta. É o que te dá sangue quando precisa. Tá ali simples como a água. Mas faz o seu papel em matar a sua fome quando precisa e ao mesmo tempo te dando o alimento necessário. Não dá pra viver sem ele. E onde encontrar? Na sua casa. Num lugar despercebido, mas perto de voce. Sempre tem lá no cantinho do armário. Aquele pote que voce olha todo dia e pelo costume não dá nada por ele. Mas se faltar, é pra lá que corre. Te lembra alguém?

Bem, se voce leu isso tudo e não associou a ninguém, só ficou com vontade de comer e acha que eu tenho algum problema mental... Tudo bem... Ninguém me entende mesmo...
Mas se viu algum nexo nas palavras acima, disque 0800... Quero dizer, te convido a essa reflexão. Que tipo de comida quer ter na sua mesa? E que tipo de comida quer ser quando for posta na mesa? E se tiver alguma comida que eu não citei, por favor, sinta-se a vontade para falar.
Faca a reforma na sua cozinha.

OBS> desculpem pelos cidilhas, erros e acentos mal colocados ( principalmente a Georgia a senhora "não agrida o portugues"). Teclado desconfigurado. Vontade de escrever mesmo assim.